quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Gislene Barreto da Silva

Geralmente, às terças-feiras, nós temos participações dos assistidos no programa Clube Amigos da Boa Nova. Nesta que passou não foi diferente, pois tivemos a presença de "Gislene Barreto da Silva", a alegria em pessoa. Quem teve a oportunidade de ouvir o programa, comprovou esta tese da "alegria"! Além de um sorriso imenso estampado em seu rosto, Gislene não parava de cantar. Foi muita motivação pra começar o dia...(Na foto acima, Gislene abraça a psicóloga Janaína durante o programa)

Gislene nasceu no dia 01 de julho de 1978, na cidade de Campinas e veio morar nas Casas André Luiz no dia 07 de novembro de 1985. Ela gosta de todos os tipos de música, mas a preferida mesmo, que ela não troca por nada é "Nossa Senhora", de Roberto Carlos. A Gilslene tem um sonho em sua vida. Sabe qual? Ser bailarina. Tanto é que seu maior desejo é entrar para a "Companhia de Dança" das Casas André Luiz.

Gislene disse que ficou muito emocionada quando soube que iria participar do programa e nos deixou um recado: "A amizade é muito importante nas nossas vidas".

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os Irmãos Cara de Pau

Ontem, dia 09 de novembro, o programa Clube Amigos da Boa Nova tocou a música "Minnie the Moocher", de Cab Calloway, que faz parte do filme "Os Irmãos Cara de Pau". Aliás, este filme é uma excelente dica para aqueles dias em que não estamos lá assim, digamos, muito animados!
O filme conta a história de Jake (Jonh Belushi) e seu irmão Elwood (Dan Aykroyd), que se reencontram e juntos vão para o orfanato onde cresceram. Então, eles descobrem que o local está prestes a ser fechado, pois possui uma dívida de U$$ 5 mil com a prefeitura e corre o risco de ser fechado, caso essa dívida não seja paga.
A direção do orfanato, dirigida por uma freira (Kathleen Freeman), não aceita de forma alguma o dinheiro que eles querem doar (pois ele é desonesto), os "Irmãos Cara de Pau", decidem retornar a "The Blue Brothers Band", na intenção de realizar um grande show para arrecadar a quantia necessária para pagar essa dívida! Se você ainda não assistiu o filme, vale a pena!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Viva Sem Medos

Hoje, sexta-feira, dia 06, esteve em nossos estúdios o jornalista e também radialista da Jovem Pan "Nilson Cesar", que foi entrevistado por Jether Jacomini Filho em seu programa "Nova Consciência". O entrevistado contou-nos um pouco sobre sua trajetória, sobre os meses em que esteve em profunda depressão, tentando, inclusive, o suícidio. Seu relato foi, sem sombras de dúvidas, um verdadeiro exemplo de superação!
Espírita, Nilson Cesar, veio falar um pouco sobre o lançamento de seu livro "Viva sem Medos", que traz mensagens de motivação, esperança e esclarecimento. Vale o registro de que o livro é uma psicografia ditada pelo Espírito Carlos Augusto do Nascimento e está sendo lançado pela "Editora Gente".

Nós deixamos o convite para que você compareça ao lançamento e prestigie este grande momento deste profissional tão admirado e querido por todos.

Lançamento:
Dia: 10 de Novembro
Saraiva MegaStore - Pátio Paulista
Rua Treze de Maio, 1947 - Paraíso - Piso Térreo - SP
Horário: 18h30

Canção do Amor Nenhum


Oi, pessoal! Tudo bem?!?!
Hoje, o programa Clube Amigos da Boa Nova, fez um rápido teste de DNA! A Música "Canção do Amor Nenhum" causou muitas dúvidas com relação ao seu intérprete. A resposta correta: "o rei Roberto Carlos", causa um pouco de estranheza por causa do estilo musical desta canção. Durante o programa, o comunicador Manoel Bolonha, explicou que os primeiros 78 rotações do "rei" continuam perdidos no tempo e no espaço.

No início, Roberto Carlos viu a sua grande chance com Carlos Imperial. Se o jovem Rei não interessou à turma da bossa-nova, um dos convidados do histórico show em 1960 , atraiu a atenção de Roberto Corte Real, executivo da gravadora Columbia. Imperial, no papel de empresário, sugeriu que explorassem os dotes joãogilbertianos do cantor: foi daí que nasceu o primeiro compacto 78 rotações, João e Maria/Fora do Tom, seguido deste Canção do amor nenhum/Brotinho sem juízo. Então vamos apreciar a letra da raridade:

Canção de Amor Nenhum
Composição: Roberto Carlos

É canção, canção do amor nenhum no coração
É canção, canção do amor nenhum no coração
Aquela estrela que do céu não sai
Ela está querendo me avisar
Que a felicidade quando vai
É tão difícil voltar
É canção, canção do amor nenhum no coração
É canção, canção do amor nenhum no coração
Partiu nem saudades eu sentiUm pranto sem lágrimas chorei
Sem vida, minha vida eu viviUm amor, sem amor eu amei
Um dia se o sol não me aquecer
De noite se a lua não me inspirar
Talvez seja o vazio de você
Você que eu preciso encontrar
Pra ter amor no coraçãoPra ter amor no coração
Pra ter amor no coraçãoPra ter amor no coração

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Especial "Festival"

Olá, pessoal! Segunda-feira, feriado nacional, o programa Clube Amigos da Boa Nova fez um "Especial Festival". Para quem teve o prazer de viver nesta época, e desfrutar de momentos tão agradáveis, o programa deu a oportunidade de reviver alguns sentimentos... Quantas coisas boas aconteceram! Bom, o saudosismo é muito bom e principalmente quando nos traz ótimas recordações. Por isso, a seguir temos algumas informações sobre os festivais. Para quem quer relembrar ainda mais, indicamos o site http://bossanova1.wordpress.com/2009/10/01/festival-de-record-1967-clips que tem vídeos e imagens bem interessantes... A seguir, a história (resumida) dos festivais. Enjoy!

FESTIVAIS DA TV EXCELSIOR - SÃO PAULO
abr. 1965 - 1º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior, é vencido por "Arrastão", de Edu Lobo (foto acima) e Vinícius de Moraes, interpretada por Elis Regina.

jun 1966 - No Festival Nacional da Música Popular, "Porta-estandarte", de Geraldo Vandré e Fernando Lona, interpretada por Tuca e Airto Moreira, recebe o primeiro lugar.

FESTIVAIS DA TV RECORD - SÃO PAULO

out.1966 - 2º Festival De Música Popular Brasileira, agora da TV Record, é disputado no teatro da emissora. Dividiram o prêmio "A Banda", interpretada por Chico Buarque e Nara Leão, e "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues. As duas músicas empataram (foto ao lado)

out.1967 - 3º Festival De Música Popular Brasileira da Record é disputado no teatro Paramount e vencido por Edu Lobo e Capinam, com "Ponteio". A canção foi interpretada por Edu Lobo, Marília Medaglia e Quarteto Novo. No mesmo festival, Sérgio Ricardo, concorrendo com "Beto Bom de Bola", após insistente vaia do público, quebra o violão num banquinho e atira-o ao público.

dez.1968 - 4º Festival De Música Popular Brasileira tem dois vencedores: "São Paulo, Meu Amor", composta e interpretada por Tom Zé, ganha o prêmio do júri especial, e "Benvinda", composta e interpretada por Chico Buarque, o do júri popular.
nov.1969 - 5º Festival De Música Popular Brasileira é vencido por "Sinal Fechado", composição e interpretação de Paulinho da Viola.

FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO - Prêmio Galo de Ouro (Fase Nacional, no Maracanãzinho - Rio de Janeiro)

out.1966 - No 1º FIC da TV Rio, "Saveiros" leva o primeiro lugar. Composta por Dori Caymmi e Nelson Motta, foi interpretada por Nana Caymmi.

out.1967 - No 2º FIC, agora na TV Globo, "Margarida", composição de Gutemberg Guarabira, vence o festival na interpretação de Gutemberg Guarabira e Grupo Manifesto.

set.1968O - 3º FIC é vencido por "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim. No festival, a canção foi interpretada pela dupla Cynara e Cybele.set.1969No 4º FIC, da TV Globo, a composição "Cantiga por Luciana", de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, interpretada por Evinha, é a grande vencedora.

out.1970 - primeiro lugar do 5º FIC é a canção "BR-3", de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, interpretada por Tony Tornado e Trio Ternura. Ivan Lins fica em segundo lugar, com "Até o Amanhecer".

set.1971 - No 6º FIC, "Kyrie", de Paulinho Soares e Marcelo Silva, interpretada por Evinha, fica em primeiro lugar.set.1972O 7º FIC é vencido por "Fio Maravilha", de Jorge Ben, interpretada por Maria Alcina.

OUTROS FESTIVAIS

1975 - Festival Abertura, da TV Globo, é vencido por "Como um ladrão", de Carlinhos Vergueiro, interpretada pelo autor.

dez.1979 - "Quem Me Levará Sou Eu", de Dominguinhos e Manduka, cantada por Fagner, vence o Festival 79, realizado pela TV Tupi.

ago.1980 - 1º Festival Da Nova Música Popular Brasileira, MPB 80, organizado pela Rede Globo, é vencido por Oswaldo Montenegro interpretando "Agonia", de Mongol

set.1981 - Sob as vaias de 20 mil espectadores, Lucinha Lins, com a sua música "Purpurina", foi eleita a vencedora do MPB-81. Depois, em segundo lugar, veio Guilherme Arantes, compositor e cantor de "Planeta Água", a música que o público queria vencedora.

set.1982 - Com a unanimidade da platéia, a música "Pelo Amor de Deus", de Paulo Debétio e Paulo Rezende, interpretada por Emílio Santiago, foi a vencedora do MPB-82.

out.1985 - Festival Dos Festivais, da TV Globo, é vencido por "Escrito nas Estrelas", canção de Carlos Rennó e Arnaldo Black, interpretada pela voz de soprano de Tetê Espíndola.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dia de finados - Pergunta

Olá, queridos ouvintes e leitores... Como estão vocês, depois deste feriado maravilhoso? Muito sol e alegria fizeram parte deste final de semana, mas lembremos da data que marcou este feriado nacional, que foi o dia de finados... O programa Clube Amigos da boa Nova, na quarta-feira passada, fez a seguinte pergunta:

"A visita ao túmulo é mais agradável ao Espírito que uma prece feita em sua intenção?".


A resposta se encontra no Livro dos Espíritos, pergunta 323:

"A visita ao túmulo é uma maneira de se manifestar a lembrança do Espírito ausente: é a exteriorização deste sentimento. Eu já mencionei alhures, que é a prece que santifica o ato. Pouco importa o lugar, se a lembrança é ditada pelo coração".

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. É celebrar essa vida eterna que não cessa. Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.














sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Zé Raimundo

Dia 27 de outubro, terça-feira que passou, tivemos a participação do assistido das Casas André Luiz, José Raimundo Barbosa, mas conhecido como "Zé" ou "Zé Raimundo", como preferirem... Pois é, ele é uma figura super carismática, amada por todos que aqui trabalham. Aliás, por falar em trabalho, Zé Raimundo também é um dos funcionários das Casas André Luiz, trabalho este que faz sempre com muito amor e dedicação. Zé Raimundo nos surpreende com suas palavras, sempre ligadas a Deus, nos aconselhando e trocando ideias acerca do assunto. Não temos como negar a "figura" que ele representa para nós.

Todos os dias, no horário de saída dos funcionários, Zé Raimundo fica na porta principal com sua bicileta ao lado, e faz questão de se despedir de todos, desejando um bom descanso e uma ótima noite...

Já que falamos da bicicleta, vale registrar que ela (a bicicleta) é sua fiél companheira, recebendo mimos mais do que extravagantes... Acredite você, que Manoel Bolonha estava nos contando que Zé Raimundo, quando se depara com uma poça de água, simplesmente para, carrega sua bicicleta nas mãos, e depois volta a andar com ela somente quando não tem mais poça... Fala a verdade! Que gentleman... Que bicicleta mais privilegiada!

Nós deixamos um beijo bem grande para o Zé Raimundo, nosso amigo, a quem temos muita admiração!

Um ótimo feriado à todos!

Aniversariantes do mês!

Estamos nas vésperas do final do mês de outubro e, como de costume, cortamos um "bolinho" para os aniversariantes do mês. Esta é apenas uma forma carinhosa de agradecer pela presença e pela companhia, porque afinal de contas, eles merecem muito mais do que um simples bolo! A Equipe da RBN e todos os ouvintes parabenizam nossos amigos por mais esta data tão especial em nossas vidas!
Os aniversariantes, são eles:

Gilvana Jacomini 15/10
Adriano Marques 17/10
Cristiane Simões 27/10
Reginaldo Rossi 30/10

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que é Zootecnia?

Oi, gente!
A nossa querida ouvinte Maria do Socorro escreveu no mural uma piadinha sobre a faculdade de "Zootecnia"... Poxa vida, Maria do Socorro... que carga d´água faz um "zootecnista"? Você vem, faz a piada e deixa a gente assim, sem entender muita coisa?

Calma, pessoal! Vamos sanar essa dúvida cruel. Zootecnistas são profissionais responsáveis pelo estudo e controle da reprodução, aprimoramento genético e nutrição de animais criados com fins comerciais, que visam a aumentar a produção e melhorar a qualidade dos produtos de origem animal. Realizam experiências com alimentação e pesquisam formas de garantir as condições de higiene e de prevenir e combater doenças e parasitas, para melhorar a saúde dos rebanhos e a qualidade dos produtos derivados. Trabalham também como administradores rurais e planejadores de fazendas e instalações rurais. Nossa! Que trabalho pesado, né sô?!?! Então agora, vamos ler a piada e rir feliz!!!!

Zootecnista é assim:
Zootecnista num abre portera, pula cerca;
Zootecnista num sonha, vive a realidade;
Zootecnista o Coração num bate, trupika;
Zootecnista num dirruba boi, para nu peitu;
Zootecnista num tem ciume, toma conta;
Zootecnista num passeia, da umas vorta;
Zootecnista num ri, mostra os denti;
Zootecnista num chora, sorta água do zóio;
Zootecnista num trampa, trabaia;
Zootecnista num cresce, desenvorve;
Zootecnista num armoça, enche o buxo;
Zootecnista num faiz armoço, queima a lata;
Zootecnista num dorme, puxa a paia;
Zootecnista num bebe, come com farinha;
Zootecnista num toma mel, masca a abeia;
Zootecnista num é bunitu, é jeitozo;
Zootecnista num cunverça, prozeia;
Zootecnista num é indomaver, é xucro;
Zootecnista num teima, incasqueta;
Zootecnista num é vaqueru, é patrão;
Zootecnista num tem amigu,tem cumpade;
Zootecnista num para em casa, vive no mundo;
Zootecnista num vai imbora, somi;
Zootecnista é feliz porque “CAIPIRA VIVE A VIDA!”

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Segunda-feira

Hoje, uma segunda-feira, está um dia muito ensolarado em São Paulo. Não por acaso, recebemos a visita de uma querida ouvinte, que mora no bairro da Vila Gustavo. Estamos falando de Aristea Pagiossi, uma pessoa muito simpática que iluminou o ambiente com seu jeito dócil e alegre de ser! Aristea participou do programa Clube Amigos da Boa Nova, ao lado de Manoel Bolonha e Geraldo Roberto. Nós, só para deixar registrado, deixamos aqui sua foto junamente com os nossos agradecimentos pela visita, afinal: a Rádio Boa Nova é nossa!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frevo do Bi

O teste de DNA da semana passada estava prá lá de esportivo. Qual é o brasileiro que não gosta de futebol, principalmente quando se trata de Copa do Mundo? Pois é, a música "Frevo de Bi" fala um pouco da escala da seleção, da garra da torcida, etc.. Na foto, temos garrincha (com toda sua garra), jogando pelo Bi Campenato. Só para recordar, segue a letra:

Frevo do Bi
Interpretação: Jackson do Pandeiro

Vocês vão ver como é Didi, Garrincha, Pelé

Dando seu baile de bola

Quando eles pegam no couro

O nosso escrete de ouro

Mostra o que é nossa escola

Quando a partida esquentar

E Vavá de calcanhar

Entregar a pelota a Mané

E Mané Garrincha, Didi diz é por aqui

Aí vem o gol de Pelé

Visita

Ontem, dia 22 de outubro, a Rádio Boa Nova recebeu a visita de vários jovens, estudantes do Programa Aprendizes Comércio de Bens e Serviços, no SENAC. Além de conhecerem as Instalações das Casas André Luiz, os jovens puderam conhecer os estúdios da Rádio Boa Nova e ficaram encantados com as mesas de som, microfones e estrutura de uma emissora de Rádio. Quem sabe alguns deles irão se aventurar na causa? A Equipe da Rádio Boa Nova deseja sorte, sucesso e muita garra nesta super caminhada! Que vocês façam diferença por onde passarem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Só Vou Criar Galinha

Século XXI: correria. Todo mundo trabalhando, (ainda bem), para sobreviver. São tantas cobranças dos outros para nós, da gente para com a gente mesmo, de nós para com os outros, que às vezes dá até vontade de gritar: "PARA! Para o mundo que eu quero descer...". "Não aguento mais este corre-corre do meu dia-a-dia"..."Não vou mais trabalhar, só vou criar galinha.".

Pois é, isso não é nenhuma fábula, mas neste caso por que é que a "galinha" tem que pagar o "pato"?

O teste de DNA desta semana foi a música "Só Vou Criar Galinha", do Golden Boys. Talvez o compositor estava em um momento, digamos, de fadiga, cansaço... como podemos saber, não é?! Mas o fato curioso é que criar galinhas deve dar um trabalho danado. Sujeira, barulho, ovos... Bom, sonho é sonho e quem somos nós para discutir! Além do mais, se o sujeito quer mesmo criar galinhas, cada um tem seu livre arbítrio.

Acima citamos a expressão "pagar o pato". De onde será quem essa frase, por que surgiu? Bom, segundo conta Riboldi, em seu livro "O bode expiatório", a expressão pode ter se originado em uma história do século XV.

Um camponês passou em frente à casa de uma mulher casada, com um pato na mão. A mulher ficou interessada em ter o pato, e propôs ao camponês pagá-lo com favores sexuais. Mas o homem queria prolongar o ato, enquanto a mulher achava que já tinham feito sexo o suficiente para o que julgava valer o animal.
Os dois começaram a discutir e, em meio ao debate, chegou o marido da mulher, e quis saber porque eles discutiam. A mulher então explicou que a desavença era em função do dinheiro que faltava para chegar ao valor desejado pelo camponês. O marido deu o dinheiro. E, literalmente, pagou o pato (coitado).

A outra versão diz que, numa brincadeira antiga, um pato era amarrado a um poste. Os participantes deviam correr até o poste e cortar as amarras que prendiam o animal de um só golpe. Quem não conseguisse deveria pagar o pato (essa é mais perigosa, hein?!).

Segue a letra da música "Só vou criar galinhas", de "Golden Boys":

Eu não vou mais trabalhar só vou criar galinha,
eu não vou mais trabalhar só vou criar galinha.
Eu dessa vez acerto na loteriaJá cansei de todo dia me vestir pra trabalhar
São 7 horas, 9 horas, qualquer horaIsso não me importa agora,
meu negócio é descansar
Pra mim vai ser domingo todo dia
Pois é essa alegria de todo trabalhador
Além do mais, é assunto que se encerra
Trabalho pra mim é guerra, prefiro fazer amor]
Eu não vou mais trabalharSó vou criar galinha (4x)
Pra mim vai ser domingo todo dia
Pois é essa alegria de todo trabalhador
Além do mais, é assunto que se encerra
Trabalho pra mim é guerra, prefiro fazer amor
Eu não vou mais trabalhar
Só vou criar galinha (4x)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Obrigado, Professor!


Ser Mestre

Tarefa difícil, mas não impossível, tarefa que pede sacrifício incrível!

Tarefa que exige abnegação, tarefa que é feita com o coração!

Nos dias cansados, nas noites de angústia, nas horas de fardo,

de tamanha luta, chegamos até a questionar:

Será, Deus, que vale a pena ensinar?


Mas bem lá dentro responde uma voz, a que nos entende e fala por nós,

a voz da nossa alma, a voz do nosso eu:

- Vale sim, coragem!

Você ensinando, aprende também.

Você ensinando, faz bem a alguém, e vai semeando nos alunos seus,

um pouco de PAZ e um tanto de Deus.

(Anônimo)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Criança e o Mundo

Ontem, dia 12 de outubro, foi o dia das crianças. Foi no ano de 1920 que um político chamado Galdino do Valle Filho, teve a ideia de criar uma data especialmente para elas. Mas foi na déada de 60 que esta comemoração se consolidou realmente e começou a ser comemorada, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes!

Mas, vamos deixar esta parte comercial de lado e falar do que realmente nos interessa, que é a criança como Ser Humano, como o verdadeiro futuro de nossa Pátria. A criança precisa muito mais do que mimos e presentes, a criança precisa muito mais de educação e amor verdadeiro. Vamos compartilhar um texto de Amilcar Del Chiaro Filho, que se chama "A Criança e o Mundo":
"Vivemos num mundo globalizado onde o egoísmo alcança níveis insuportáveis. Para muitos, a luta pela sobrevivência consome todas as suas forças, pois perderam emprego e esperanças. Mas, a nossa esperança de construir um mundo melhor não acaba, mas precisa estar bem alicerçada, para que o edifício da fraternidade seja sólido e firme.

O alicerce deste edifício deverá ser a educação. Porém não apenas a instrução, mas também a educação moral, e de uma moral praticada, vivida, valorizada. A maioria das pessoas acreditam que as nossas esperanças de construir esse mundo novo está na criança. Todos concordam que a criança é o futuro. Mas não haverá futuro se não cuidarmos delas agora. Não é possível adiar por mais tempo as medidas necessária de apoio e amparo à criança.

Como podemos esperar que os futuros cidadãos sejam bons e fraternos se descuramos do seu presente? Não podemos permitir que muitas delas continuem sendo aviltadas, exploradas em trabalhos duros, que as impedem de freqüentar a escola, ou prostituídas, seduzidas por traficantes de drogas, usadas em assaltos.
A esperança da paz está na criança. Mas como ela será pacífica se é induzida à violência pela televisão, histórias em quadrinhos e pelos brinquedos em forma de armas, ou mesmo por conviver com a violência no lar ou nas ruas? Qual é a paz das crianças que tem que sobreviver nas guerras das ruas, e das guerras verdadeiras, em tantos países do mundo, onde elas são as maiores vítimas, juntamente com os idosos ?

O mundo precisa saber que existem crianças e adolescentes lutando em revoluções e guerrilhas em várias partes do planeta. Permitir isto é confiá-las ao mal, é roubar-lhes as esperanças. Se já é triste ver adultos se estraçalhando em guerras, mais triste ainda é ver essas crianças portando armas realmente assassinas.
Toda criança é um apelo mudo ao universo adulto. Elas nascem com uma mensagem de Deus que precisamos decodificar.
Embora tenhamos esboçado esse quadro contristador, temos, não esperanças, mas a certeza, de que este mundo novo será uma realidade, e tão mais rapidamente quanto mais esforços fizermos para construi-lo.
Em nome das crianças do mundo suplicamos amor. Não apenas afagos e carícias, brinquedos e viagens, mas também a luz do entendimento, a educação, bons exemplos, palavras amigas, bondade. Não façamos delas estatuetas para exibir aos parentes e amigos. Toda criança é bela, pois não existem crianças feias.
A criança chega ao mundo completamente dependente. Se a mãe não colocar o peito em sua boquinha ela perece de fome. Mas ela vem em nome de Deus para aprender com os adultos, especialmente os pais e avós, a humildade, o devotamento, o amor ao trabalho, o perdão e a fé.

Como espíritas e reencarnacionistas, sabemos que a forma infantil guarda um espírito adulto, que já tem armazenado um grande patrimônio de coisas boa e ruins. Muita coisa fica registrado no íntimo do espíritos e se manifesta como tendências e vocações. Observar essas tendências e estimular as boas e corrigir as ruins é um dos maiores deveres dos pais e educadores.

Os pais tem, do zero aos sete anos, um campo fértil para semear o amor, o respeito, a bondade, estimular a criatividade e dar noções de cidadania. Dos 7 aos 14 essa facilidade vai diminuindo, e dizem muitos que após os 14 anos somente a dor tem forças para modificar o caráter.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Noite de Autógrafos


Nancy Puhlmann Di Girolamo é uma mulher de semblante dócil e frágil, mas sua personalidade e garra são fortes! Essa força é representada por sua trajetória, linda como todas as mulheres. Enfermeira com especialização em enfermagem neuropediatra, socióloga com mestrado em antropologia cultural, conselheira em reabilitação e especialista em estimulação precoce. Nancy desenvolveu o método DIPCE (Desenvolvimento Integral das Potencialidades da Criança Excepcional), aplicado na Associação Espírita Filantrópica IBNL, da qual é diretora executiva. Dirige equipes interdicisplinares no tratamento bio-psico-socio-espiritual de bebês, crianças e jovens deficientes e é consultora de grupos interessados na criação de serviços integrativos pró-excepcionais. Ufa! Quantas coisas que esta mulher faz! Ah, ela também é autora do livros "Theóphilos - o menino e o presidente" (1988), além do livro que vamos citar agora.
A vida de Nancy Puhlmann de Girolamo está estritamente ligada à vida do Nosso Lar. A acolhida do bebê Henriquinho, em 1967, inspirou o Projeto de Reabilitação para bebês, procurando-se modelos que no Brasil ainda eram inexistentes. O fato acabou por impulsionar a enfermeira Nancy a especializar-se na Philadélphia, em "Reorganização Neurológica", onde encontrou as respostas que procurava, através de um método adaptável à realidade que pudesse incluir o aspecto interior (espiritual) do ser. "Esse método a nosso ver se relaciona com a idéia espírita de ser integral em contínuo desenvolvimento - ou evolução - exatamente pela potencialidade do filho e herdeiro de Deus", explica Nancy.Alguns meses após a partida de Henriquinho, que viveu pouco mais de dois meses sob os cuidados técnicos e amorosos do Nosso Lar, nasceu sua segunda filha, Florence, com Síndrome de Down. "Então percebemos que Nosso Lar poderia incluir os Down’s em seus Projetos de Reabilitação", conta. Anos depois, seu primeiro filho, Fabiano, aos 18 anos, sofre grave acidente em piscina, tornando-se deficiente físico, motivando a ampliação do DIPCE que criou um novo setor, posteriormente sob a direção do próprio Fabiano, psicólogo especializado nessa área.
Ontem, dia 08 de outubro, foi o lançamento do seu livro "É Preciso Saber Viver", da Editora Mundo Maior, na Livraria Saraiva do Shopping Anália Franco em São Paulo! A obra conta a história de Espíritos, destemidos, que escolheram ou aceitaram reencarnações difíceis, por entenderem a necessidade do autoconhecimento, do burilamento das imperfeições, por amor a si mesmo e pelo amor para com o próximo.
Várias pessoas e amigos estiveram presentes para dar um abraço nesta personalidade tão querida e pedir um autógrafo.Regina Braga e Margareth Pummer, da Fundação Espírita André Luiz (foto acima à direita) estiveram lá e também o presidente do Instituição Beneficente Nosso Lar, Sr. Clodoaldo e sua Esposa Marilia de Castro ( foto acima à esquerda) também estiveram presentes no local. O produtor e apresentador do Jornal Nova Era, José Damião, esteve presente no evento para registrar momentos agradáveis e também para trazer para vocês entrevistas com os presentes.
Durante a semana, sorteamos quatro exemplares entre nossos ouvintes, que foram retirar pessoalmenteo seu livro. São eles: Tereza Barbosa, Anália Moncaio (representada por seu marido Eliseu Moncaio), Mariangela de Fátima e Leila de Araújo Costa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Allan Kardec

Olá, queridos ouvintes! Como todos sabemos o mês de outubro é especial! Foi neste mês que Allan Kardec nasceu. Mais precisamente no dia 03 de outubro. Apesar de sabermos quem ele foi e a sua importância para a Doutrina Espírita, é sempre bom lermos assuntos construtivos. Se você quiser aprender um pouco mais, ou aprimorar o seu conhecimento sobre o tema, postamos o texto a seguir. Bom divertimento:

Allan Kardec - por Carlos Antonio Fragoso Guimarães.
Allan Kardec, 1804-1869

Quem foi e o que fez Allan Kardec

Durante todo o século XVIII, a França se ergueu como o farol intelectual da civilização ocidental. Para lá iam artistas, professores, filósosfos e cientístas. Apesar do esbanjamento e da corrupção da côrte, Paris foi, desde muito tempo, a capital europeia mais atrativa para os intelectuais do continente. Juntamente com a Alemanha, sua maior rival, a França era quem dirigia os rumos do intelecto humano, e foi com o Iluminismo que Paris passou ser conhecida como "a Cidade Luz", pois, depois de tanto tempo à mercê dos ditames do clero e da aristocracia, o homem era incentivado a ser independente, a pensar com a própria cabeça. "Todos os homens são iguais", era o slogan do Iluminismo, que nasceu e teve seus maiores conseqüências em solo francês.
Embora tenha sido, na verdade, um retumbante movimento burguês, com seus lamentáveis e invitáveis excessos, a Revolução Francesa teve o mérito de desmitificar a pseudo-superioridade das classes privilegiadas (a corrupta aristocracia e o hipócrita clero católico), levantando a bandeira contagiante da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", e da "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão". Evidentemente, a efervescência do período desembocou num paradoxo: surge o império napoleônico. Mas os frutos intelectuais da Revolução permitiram limpar a Europa do velho ranço aristocrático, forçando a melhoria dos direitos sociais em todas as nações do ocidente, fortificando, mais do que nunca, o papel do Direito.

Foi em meio a esse clima de mudanças e de reconstrução de um novo mundo, onde vingava, por toda parte, o perfume primaveril do romantismo, que nasce, a 03 de outubro de 1804, em plena era napoleônica, na cidade de Lyon, Hippolite Léon Denizard Rivail, que mais tarde adotaria o pseudônimo Allan Kardec. Ele era filho de um juiz, Jean Baptiste-Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Duhamel.
Conta-se que o pai o iniciou com todo cuidado nas primeiras letras e o incentivou à leitura dos clássicos, já em tenra idade. Denizard Rivail sempre se mostrou muito interessado em ciências e em línguas. Após completar os primeiros estudos em Lyon, Denizard partiu para a Suiça, para completar seus estudos secundários na escola do célebre professor Pestalozzi, na cidade de Yverdun. Bem cedo o jovem de Lyon chama a atenção do mestre, que o coloca como seu auxilar nos trabalhos acadêmicos que exercia, tendo algumas vezes substituido Pestalozzi na direção da escola, enquanto este empreendia alguma viagem de divulgação de sua metodologia de ensino ou era convidado para criar, em outras localidades, uma insituição nos moldes de Yverdun. Denizard também exercia com prazer o papel de professor, ensinando aos seus colegas as lições que aprendera. Ele, apesar de tão responsável, era visto como um jovem amável e espirituoso, mas muito disciplinado. Não há registros de que tenha sido mal-quisto em qualquer fase de seu período estudantil.

Denizard Rivail bacharelara-se em Letras e Ciências. Falava fluentemente vários idiomas. Após ser dispensado do serviço militar, resolve fundar, em Paris, uma escola nos moldes da de Yverdun, que foi chamada de Liceu Polimático. Ele estava empenhado no aperfeiçoamento pedagógico da educação francesa, e, por isso, escreveu vários livros no assunto, tendo sido premiado, em 1831, por seu trabalho, pela Academia Real de Arras. Por esta mesma época casa-se com a professora Amélie Gabrielle Boudet.
Quando tudo parecia ir bem, o sócio de Rivail, que era seus tio, leva o Liceu à ruína, por dissipar, no jogo, vastas somas. Nada restava a Rivail que pedir a liquidação do Instituto a que se dedicara com tanto amor. Com o dinheiro resultante da partilha, Rivail sofre um outro revés da sorte. Após ter aplicado o dinheiro na casa comercial de um de seus amigos, este logo abre falência, por realizar maus negócios, e Denizard se vê na constrangedora situação de nada mais ter.

Para poder sobreviver, Rivail se lança freneticamente a escrever livros didáticos e a trabalhar como contador de três firmas comerciais, o que lhe possibilitou, após o susto e o desespero iniciais, recuperar parte de seu antigo padrão de vida. Chegou a organizar, também, cursos de Física, Química, Astronomia e Anatomia Comparada que eram muito populares entre os jovens da época.
Depois de algum tempo, Denizard Rivail já tinha o necessário para viver com certo conforto e se dedicar ao ensino novamente.
Quase que paralelamente a estes acontecimentos na vida de Denizard Rivail, ocorre nos E.U.A um conjunto de fenômenos que deram início ao nascimento do moderno espiritismo (este termo, espiritismo, foi cunhado em 1857, por Rivail, para distinguir este movimento do de outras escolas espiritualistas). Trata-se dos fenômenos ocorridos em Hydesville, estado de New York, em 1848, na casa da família Fox, que era metodista, e, portanto, longe de ter qualquer queda ou interesse por fatos que poderíamos hoje chamar de paranormais. As fortes pancadas pancadas que começaram a ser violentamente ouvidas no quarto das irmãs Katherine e Margaretta e que se fizeram frequentes por várias semanas levaram a primeira, então com nove anos, a desafiar "o batedor" a reproduzir as pancadas que ela mesma daria. A prontidão das respostas acabaria por marcar o início desse tipo de comunicação entre vivos e mortos (Enciclopédia Mirador-Britannica, p. 4171).
Por esta época, em Paris, estava em voga uma nova moda (como se dizia na época). Tratava-se das chamadas "mesas falantes" ou "mesas girantes", que consistia em se fazer perguntas ao redor de uma mesa ou outro móvel qualquer que respondia através de pancadas às perguntas formuladas. Isto era visto apenas como uma sutil e inexplicável diversão de salão, quando não era encarada como uma brincadeira ou embuste espirituoso. Mas havia quem levasse a sério tais coisas, pois muitas vezes as mesinhas davam respostas corretas sem que ninguém conseguisse provar o descobrir quem ou o que fazia as mesas responderem as questões. Convém notar que esta "moda" das mesinhas que giravam parecia ocorrer em todos os lugares e em vários países, num boom que dificilmente pode ser creditado ao acaso. Em 1854, Deinzard ouve falar pela primeira vez sobre tais "fenômenos", mas sua primeira atitude é a de ceticismo: "eu crerei quando vir, e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxeragar nisso mais que um conto para provocar o sono".

Por insistência dos amigos, Rivail presencia algumas das manifestações físicas das mesinhas. Depois da estranheza e da descrença inicial, Rivail começa a cogitar seriamente na validade de tais fenômenos. Eis o que ele nos relata: "De repente encontrava-me no meio de um fato esdrúxulo, contrário, à primeira vista, às leis da natureza, ocorrendo em presença de pessoas honradas e dignas de fé. Mas a idéia de uma mesa falante ainda não cabia em minha mente". E ainda: "Pela primeira vez pude testemunhar o fenômeno das mesas que giravam e pulavam em tais condições que dificilmente poderia se acreditar serem frutos de embuste ou frade (...) Minhas idéias longe estavam de terem sofrido uma modificação, mas em tudo aquilo que se sucedia devia haver uma explicação" (segundo Henri Sausse, in Allan Kardec, ed. Opus, 1982). Foi em 1855 que Rivail testemunha pela primeira vez o fenômeno das mesas girantes. Passa então a observar estes fatos; pesquisa-os cuidadosamente e, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, resiste a elaborar qualquer teoria preconcebida. Ele quer, a todo custo, descobrir as causas. Como disse Henri Sausse: "(...) Sua razão repele as revelações, somente aceita observações objetivas e controláveis. (...) Vários amigos que acompanhavam há cinco anos o estudo dos fenômenos, (...) colocam à sua disposição mais de cinquenta cadernos, contendo as comunicações feitas pelos Espíritos (...). O estudo desses cadernos constituiu, para Rivail, o trabalho mais profundo e mais decisivo. Foi por esse estudo que ele se (...) convenceu da existência do mundo invisível e dos Espíritos."
Ele utilizava o material dos cadernos, com as respostas dadas pelos supostos espíritos, para refazer as mesmas perguntas para outros médiuns, de preferência desconhecido dos primeiros. Com base nas novas respostas, Rivail comparava o conteúdo de ambas, e ficava perplexo com as similaridades freqüêntes entre as elas. Ele reformulava as perguntas, e pedia a ajuda de amigos para faze-las a outros médiuns, em outras localidades. Ele recebia as respostas e compilava-as organizadamente por tópicos e assuntos.


Como poderia pessoas que nunca se viram dar as mesmas respostas para as mesmas perguntas, às quais possuiam, frequentemente, um grande peso filosófico e uma amplidão de conhecimentos que escapavam à formação ou aos conhecimentos normais dos médiuns? A única resposta lógica seria a de que agentes inteligentes as dariam por intermédio de certas pessoas com uma sensibilidade psíquica especial: os médiuns. Além do mais, Rivail notou que poderia existir uma extraordinária discrepância entre o desenvolvimento moral e intelectual de um médiun e as comunicações obtidas em estado de transe, que na época se chamava estado sonambúlico, ou, algumas vezes, de mesmerização, nome devido ao pioneiro da hipnose, Mesmer. Sendo assim, a faculdade de comunicar-se com os agentes inteligentes invisíveis independente do grau de desenvolvimento espiritual do médiun, havendo médiuns moralmente medíocres, e até mesmo, perversos, e outros médiuns de grande desenvolvimento moral, que podem, uns e outros, receberem mensagens de cunho elevado ou banal.
Por estarem numa dimensão diferente da nossa, estes agentes inteligentes invisíveis teriam de vivenciar uma realidade própria ao estado vibratório de sua dimensão que explicaria algumas características das repostas dadas. Isso abriria um imenso leque de cogitações e de explicações extraordinárias. Mas Rivail não se deixou levar pelo entusiasmo.

Ele percebeu claramente, desde o início, que muitas das respostas obtidas por meio dos médiuns eram tolas e pueris, e outras tinham muito a ver com os conhecimentos ou as crenças do próprio médium, embora, durante o transe, ele comumente não tivesse consciência do que dizia ou escrevia. Assim, Rivail chegou às seguintes conclusões:
Primeiro, se são agentes inteligentes não físicos que dão as respostas, nem por isso eles parecem ser muito diferentes dos homens vivos, pois suas respostas são parecidas às repostas que qualquer homem daria, inclusive dentro do nível de instrução a que tenham chegado, pois há respostas muito bem elaborados junto com muitas outras muito fúteis. E, segundo, algumas vezes as respostas são dadas de forma não-consciente, pelo próprio médium. Então, seria o agente inteligente do próprio médium que daria certas respostas, em certas ocasiões. Estas repostas não são destituídas de valor. Elas podem apresentar um extraordinário grau de maturidade, mesmo que sejam estranhas ao pensamento normal do médium quando em estado de vigília ou de consciência desperta noraml.
Assim, Denizard Rivail reconhecia clara e lucidamente que as entidades, por serem seres extra-corpóreos, nem por isso eram necessariamente mais sábias que os homens encarnados. Elas mesmas diziam que nada mais eram do que os Espíritos dos homens que já morreram, e por isso mesmo, continuavam tão humanas e cheia de falhas quanto antes. E mais ainda, Rivail antecipou-se extraordinariamente em mais de quarenta e três anos a Sigmund Freud (1856-1939) ao reconhecer uma ação incionsciente pessoal agindo sobre a manifestação mediúnica, algumas vezes. Assim, poderemos nos perguntar, Rivail não teria sido um precursor da cética Psicanálise?

Com o estudo meticuloso das respostas dadas pelos espíritos, por meio de diversos médiuns e em diversas localidades de diversos países, Rivail teve suficiente material para compor um livro. Ele faz uma lúcida introdução sobre seu trabalho no prefácio da obra que fez nascer o moderno Espiritismo: O Livro dos Espíritos, lançado em Paris, em 18 de abril de 1857 (faça um download deste e de outros livros de Kardec na Home Page da FEB). Na capa da obra, está o nome do autor, ou melhor, o seu pseudônimo, Allan Kardec. Rivail preferiu por este nome em sua mais importante obra, para diferenciar sua temática das de suas obras anteriores, voltadas à educação e à pedagogia. E por que Allan Kardec? Bem, certa ocasião, depois repetida inúmeras vezes, um espírito, que se denominava de Z, havia dito a Rivail que eles haviam sido amigos numa vida anterior! Eles haviam vivido entre os Druidas, nas Gálias, e o nome de Rivail era, na ocasião, Allan Kardec. É incrível, mas mais uma vez uma antiga concepção (certeza?) fluente no ocidente desde Pitágoras, Sócrates, Platão, Plotino e entre os povos originários da Bretanha Maior e Menor, como os dos Celtas, bem como como nos chamados movimentos heréticos como a dos Cátaros e a dos Templários, vinha à tona novamente na Europa: a idéia da Reencarnação.

De uma profundidade filosófica e psicológica desconcertantes, O Livro dos Espíritos possui passagens e reflexões que vão muito além do nível de conhecimento ordinário de sua época de publicação, inclusive no que tange aos aspectos científicos da obra. Citemos, só de passagem, a noção de evolução das espécies vivas dado pelos espíritos e comentado por Kardec, publicado nesta obra um ano antes do livro seminal de Charles Darwin, A Origem das Espécies, ou , ainda, da indentidade entre matéria e energia (chamado por Kardec de fluido universal), que se diferenciam entre si apenas por um estado de condensação da energia, muito antes de Albert Einstein.... De igual modo, as noções de percepção de consciência como sendo diferentes manifestações de maturação psíquica lembra e muito as atuais abordagens da Psicologia, principalmente a Psicologia Transpessoal. Há momentos em que a apresentação da doutrina em O Livro dos Espíritos não fica a dever em nada às melhores teorias da personalidade da Psicologia moderna. A descrição de Kardec do Fluido Universal lembra a do conceito de orgônio, ou orgon, dado pelo psicanalista Wilhelm Reich, pai da Bioenergética. Da mesma forma, os fundamentos e causas do processo da reencarnação é idêntico aos fundamentos e causas postulados por alguns psicoterapêutas (muitos dos quais não conhecem Allan Kardec) e que, por meios de desenvolvimento e pesquisas diversos, a paritr do atendimento clínico de pacientes, chegaram à técnica da Terapia de Vida Passada - TVP. E a filosofia de vida que a doutrrina estimula a adotar é, em muitos pontos, similar às condições propícias ao desenvolvimento da auto-atualização que é o lema dos psicólogos humanistas, tais como Abraham Maslow e Carl Ransom Rogers. A noção de animismo aponta para o conceito de inconsciente que teve em Sigmund Freud seu mais sério teórico, e a de evolução espiritual lembra o processo de individuação postulado pelo gênio de Carl Gustav Jung.

E ainda mais assobroso, Kardec logo reconheceria que seu estudo sobre a comunicação dos chamados espíritos (como elas mesmas se diziam ser, as forças inteligentes), que ele chamou de espiritismo, não trazia nada de realmente novo, a não ser o fato destes fenômenos serem vistos e entendidos sob a ótica moderna, científica: (...) Constituindo uma lei da natureza, os fenômenos estudados pelo Espiritismo hão de ter existido desde a origem dos tempos e sempre nos esforçamos por demonstrar que dele se descobrem sinais na antigüidade mais remota. Pitágoras, como se sabe, não foi o autor da mentempsicose (ou seja, da transmigração da alma pela reencarnação); ele o colheu dos filósofos indianos e dos egípcios, que o tinham desde tempos imemoriais (...) o que não padece dúvidas é que uma idéia não atravessa séculos e séculos, e nem consegue impor-se à inteligências de escol, se não contiver algo de sério (...)" (Kardec, p. 143 de O Livro dos Espíritos, ed. FEB).

É por isso também que a introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de 1864 (obra de cunho filosófico com o objetivo de escalarecer a posição da doutrina frente à mensagem do Cristo) traz um estudo histórico que culmina em um resumo do posicionamento de Sócrates e Platão como precursores dos mais elevados ideiais cristãos e, em suas filosofias, de vários tópicos do espiritismo, como bem fica evidenciado no diálogo Fédon, de Platão. Já em O Livro dos Espíritos, Kardec tece comentários sobre a ancestralidade das idéias básicas do espiritismo (c.f. capítulo V da obra citada) e como os fenômenos ditos espíritas são universais.

Os fenômenos que caracterizam o espiritismo, especialmente o da comunicação entre vivos e "mortos", são mencionados e reconhecidos como existentes em todas as épocas da humanidade, qualquer que seja a cultura considerada. Um dos mais antigos e claros registros a este respeito, dentro de nossa tradição judáico-cristã, é a referência bíblica que está em 1 Samuel 28,7-19, onde Saul visita a pitonisa (médium) de En-Dor, que lhe possibilitou a comunicação com o espírito do profeta Samuel. Os fenômenos referentes ao Novo Testamento, mais apropriadamente aos Evangelhos, podem ser consultados na Home Page sobre Jesus.

A idéia da reencarnação, por exemplo, é tão antiga e universal quanto a própria humanidade (ver o capítulo V de O Livro dos Espíritos), e é a base de diversas tradições filosóficas e religiosas do oriente, como o Budismo e o Hinduismo, por exemplo, e a das religiões pré-cristãs da Europa, como a dos Druidas, ou, posteriormente, baseados no cristianismo, o posicionamento de alguns pais da Igreja antes do concílio de Constantinopla, em 533, quando a doutrina da reencarnação foi abolida por motivos políticos, mas que é encontrada em figuras excepcionais da igreja, como em Orígenes de Alexandria, só para citar um exemplo. Ainda houve a presença de alguns movimentos fortemente contestatórios da ação da Igreja de Roma, como a dos Cátaros, embora os conhecimentos antropológicos, históricos e sociológicos de seu tempo não permitissem a Kardec ir muito além na análise destas tradições, filosofias e ocorrências históricas. Além do mais, diferentemente de outras escolas espirtualitas, Kardec fez absoluta questão de expor seus estudos de forma racional, sem cair nas armadilhas do discurso místico ordinário, mais levado pela emoção e pela fantasia que pela razão, a partir de fatos, fenômenos e percepções reais, com o máximo zelo à análise e ao cuidado da descrição dos fenômenos a partir de sólidos referenciais lógicos. Seu trabalho seria, então, de trazer ao nível intelectual moderno alguns fenômenos que sempre acompanharam o homem em sua história e que foram negligencados pela ciência mecanicista moderna, principalmente a partir do legado mecanicista de Descartes e de Newton, apesar de ambos terem sido pessoas espiritualizadas, principalmente o segundo, que foi o primeiro grande cientista da era moderna e o último grande mago dos tempos alquímicos.

Em 1º de Janeiro de 1858, Allan Kardec publica o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderosa auxiliar para os trabalhos ulteriores e para a divulgação da Doutrina Espírita na Europa e América. Segundo Henri Sausse, "em menos de um ano (...)", a Revista Espírita "(...) estava espalhada por todos os continentes do Globo. (...) De tal maneira aumentou o número de assinantes, que Kardec, a pedido destes, reimprimiu duas vezes as coleções de 1858, 1859 e 1860 (...)".
Dentre os mais célebres admiradores, amigos e estudiosos de Kardec ou do espiritismo, destacamos o famoso astrônomo francês Camille Flammarion, o filósofo H. Bergson, o psicólogo e filósofo William James, o físico William Crookes, o biólogo Alfred Russel Wallace, o físico Oliver Lodge, o escritor Arthur Conan Doyle, dentre inúmeros outros.

Podemos expor a importância do trabalho de Kardec por estas palavras do pai da moderna Parapsicologia, o fisiólogo Charles Richet: "Allan Kardec foi o homem que no período de 1857 a 1871 exerceu a mais penetrante influência, e que traçou o sulco mais profundo na ciência metapsíquica" (Charles Richet in "Traité de Métapsychique", p. 34). Da mesma forma, vários outros estudiosos confirmam a importância de Allan Kardec no desenvolvimento dos estudos psíquicos no mundo inteiro. Camille Flammarion, um dos maiores astrônomos da história, sempre lhe foi grato pelos estudos que eram correntes na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, e foi ele quem fez o discurso fúnebre de Kardec, e a lista poderia se alongar com o nome de vários outros célebres pesquisadores, como Ernesto Bozzano, César Lombroso, dentre vários outros.
Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que tinha por objetivo "(...) o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas. (...)" - Não era intenção de Kardec fundar uma religião, como ocorreu posteriormente a partir do seu legado. Para ele "A ciência espírita compreende duas partes: uma experimental, relativa às manifestações em geral; a outra, filosófica, relativa às manifestações inteligentes e suas conseqüências" (Kardec, in O Livro dos Espíritos, tópico XVII da Introdução). Discutiremos sobre isso mais adiante, tomando o próprio Kardec e outros autores como referência.

Em outubro 1861 ocorreu um patético acontecimento, para não dizer repulsivo. Trata-se do famoso "Auto-de-Fé", promovido pela Igreja Católica na cidade de Barcelona, Espanha, onde foram queimadas em praça pública cerca de trezentas publicações espíritas. Estas obras, encomendadas a Allan Kardec pelo bibliotecário e livreiro Maurício Lachâtre, foram enviadas de forma comum, nas condições alfandegárias normais, tendo as taxas de importação sido pagas pelo destintário às autoridades espanholas; porém a entrega das encomendas não foi realizada. Elas foram confiscadas pelo Bispo de Barcelona, com a seguinte justificativa: "A Igreja Católica é universal, e estes livros são contrários à fé católica, não podendo o governo (veja só, voltamos a ter a mistura do poder temporal com o religioso, sendo este último mais forte) permitir que eles passem a perverter a moral e religião de outros países".
Talvez com saudades dos áureos tempos de absoluto domínio das consciências humanas, à base de ferro e fogo, o douto Bispo de Barcelona, em doentia demonstração de esnobismo típicas de quem se acha no direito pertencer à seleta instituição dos únicos representantes da vontade de Deus na Terra, fez reacender as fogueiras que tantas vítimas inocentes fizera em séculos anteriores, onde, pelas mãos de um carrasco, as obras foram queimadas certamente no lugar das pessoas que deveriam lá estar: os espíritas franceses em geral, e um homem em particular: Allan Kardec. Em tudo a pantomima seguiu as regras de uma execução inquisitorial, como podemos ler pelos autos do processo:

"Assitiram ao auto-de-fé:
"Um padre, com seus hábitos sacerdotais, tendo, em uma das mãos, a cruz e, na outra, uma tocha;
"Um tabelião encarregado de redigir o processo verbal do auto-de-fé;
"O assitente do tabelião;
"Um funcionário superior da administração das alfândegas;
"Três serventes da alfândega, com a função de alimentar o fogo;
"Um agente da alfândega, representando o proprietário das obras condenadas;
"Uma incalculável multidão se fez presente, enchendo os passeios, cobrindo a esplanada onde ardia a fogueira;
"Depois de o fogo ter consumido os trezentos volumes e brochuras espíritas, o sacerdote e seus auxiliares retiraram-se cobertos pelas vaias e maldições dos inúmeros assitentes, que bradavam: Abaixo a Inquisição!
"Depois, muitas pessoas, em protesto, aproximaram-se e apanharam as cinzas".
E, graças a esta demonstração de brutalidade da religião de Roma, o espiritismo acabou tendo uma grande repercussão em toda a Espanha, granjeando inúmeros adeptos. De certa forma, este ato alçou o Espiritismo ao mesmo patamar de outros mártires da liberdade de espírito, incluindo Jacques DeMolay, Galileu, Giordano Bruno e aquela que, com toda a infalibilidade papal, foi condenada como bruxa à fogueira para, quatro séculos depois, ser elevada à categoria de santa, Joana D'Arc (demorou bastante para a infalibilidade papal reconhecer o erro).
Eis uma observação de Kardec, na Revue Spirite de 1864, p. 199, com respeito à divulgação do Espiritismo como umra religião pelos doutores da Lei da era moderna: "Quem primeiro proclamou que o Espiritismo era uma religião nova, com seu culto e seus sacerdotes, senão o clero? Onde se viu, até o presente, o culto e os sacerdotes do Espiritismo? Se algum dia ele se tornar uma religião, o clero é quem o terá provocado".
Kardec passou o resto da de sua vida no mister de divulgar os resultados de seus estudos e os de outros colegas. Empreendeu inúmeras viagens pela França e pela Bélgica entre 1859 a 1868, e escreveu várias brochuras e pequenos artigos para a divulgação do Espiritismo.

Kardec escreveu ainda muitos outros livros, entre eles se destacam O Livro dos Médiuns, de 1861; em 1864, O Evangelho Segundo o Espiritismo; em 1865, o maravilhoso O Céu e o Inferno, ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo; em 1868, A Gênese. Sempre lúcido e lógico, soube como enfrentar a oposição e difamação de inimigos gratuitos com dignidade e nobreza, reconhecendo quando algum argumento oposto tinha um valor sério e sincero. Manteve-se à frente da Societé Parisiene D'Études Spirites, além de de escrever outros livros e artigos para a Revista Espírita, até seu desencarne, ocorrido em 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade, causado por um colápso cardíaco.

Princípios básicos da Doutrina Espírita

- Deus -
1. Existe uma Inteligência Suprema, Absoluta, não cogniscível, Causa Primária de todas as coisas, que se chama Deus, Jeová, Iavé, Alá, Brahman, O Uno, Grande-Espírito, etc. Não há efeito sem causa. A causa de um universo ordenado é, pois, uma causa acima do universo. Deus, portanto.

2. Deus está acima de qualquer definição. Como nos fala Plotino, Deus está, por ser Absoluto, acima de qualquer definição, pois Ele/Ela é infinito em seus atributos e perfeições. Além, portanto, das limitações do pensamento intelectual humano. Qualquer que seja a palavra usada para se ter uma idéia de Deus, ela sempre estará expressando algo de limitado, humano. Mas, ainda assim, podemos dizer, numa etapa didática de analogia possível ao homem, que Deus é eterno, imutável, imaterial, único, soberanamente justo e bom e Infinito em todas as suas perfeições. Mesmo estas definições são coisas sem muito sentido para se definir Deus. Expressam pálidas idéias humanas, e seu sentido pode variar de uma para outra pessoa. E é por isso que assim falam os espíritos: "Creia, não queiras ir além do fato intuitivo da existência de Deus. Não vos percais num labirinto que vos confundirá e do qual não podereis sair. Isso não vos tornará melhores, mas um pouco mais orgulhosos, porque vocês acreditaram saber sobre algo que, na verdade, vos escapa e do qual nada, em realidade, sabes. Deixai, pois, de lado todos estes sistemas que apenas vos dividem; tendes bastante coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertar delas, o que vos será mais útil e mais benéfico do que pretenderes penetrar com vossas limitações no que é impenetrável" (Resposta dada pelos espíritos à pergunta nº 14 de O Livro dos Espíritos)
- O Espírito -

3. Há no homem, ou melhor, É o homem, em sua essência, um princípio inteligente, a que normalmente chamamos "Alma" ou "Espírito", independente da matéria, em íntimo contato com o corpo, que é-lhe instrumento de aperfeiçoamento, e que possui todas as faculdades morais e psíquicas inerentes ao ser humano.

4. As doutrinas materialistas são, em grande parte, responsáveis pelo estado de náusea e desesperança que aflige, em grande parte, a humanidade. Veja-se o tópico sobre Holismo para um maior aprofundamento sobre esta afirmação.

5. O Espiritismo, enquanto Ciência (aspecto tão enfatizado por Allan Kardec, mas, atualmente, um tanto negligenciado pelos espíritas brasileiros, que transformaram a doutrina em quase que unicamente uma religião), o Espiritismo prova a existência da alma por meio dos atos inteligentes do homem e pelos atos inteligentes das manifestações mediúnicas.

6. A alma humana, ou espírito, sobrevive ao corpo, embora traga em si traços deste corpo, e conserva a sua individualidade após a morte deste.

7. A alma do homem é ditosa ou infeliz depois da morte em conseqüência direta de seus atos durante a vida, que se inscrevem em sua consicência moral.

8. A existência de um Ser Supremo, Deus, a alma e a sobrevivência e individualidade da alma após a morte do corpo, bem como o estado de felicidade ou infelicidade futuras, constituem princípios básicos fundamentais de, praticamente, todas as religiões. Por isso todas as religiões são válidas. Elas representam modalidades do entidimento do transcendente de acordo com os diversos estados de consciência do ser humano.

9. Todas as criaturas vão, sucessivamente, evoluindo no plano moral e intelectual, pelas diversas etapas por que passam nas várias reencarnações, num contínuum que vai surgindo em progressão dos reinos inorgânicos até os mais incorpóreos e espirituais.

10. A Terra não é o único planeta habitado, e nem o mais aperfeiçoado. Existem uma infinidades de mundos habitados, que oferecem vários âmbitos de evolução e aprendizado para os espíritos.

11. Há uma lei de causalidade moral, conhecida como Lei do Carma, que interliga as várias vidas sucessivas do espírito, de modo a lhe dar o meio condizente com os atos praticados anteriormente, mas onde pode atuar agora, por meio de seu livre-arbítrio.

Comentários
O aspecto moral da doutrina, resutante da filosofia espírita, foi posteriormente confundido e amalgamado com um aspecto religioso. Por possibilitar, através de sua filosofia, uma religação efetiva com a dimensão espiritual do homem, o espiritismo permite usufrir ao seu estudioso um sentimento de religiosidade, no sentido latino do termo (religare, ou seja de se religar com algo superior, transcendente) que vai muito além do sentido atual da palavra religião. A Religiosidade, que é sentimento superior ao estreito rótulo da religião, é que preenche de fato a doutrina espírita.
É o próprio Kardec quem também nos fala que o espiritismo, por ser uma ciência e uma filosofia, "é, pois, a mais potente auxiliar da religião" (Kardec, O Livro dos Espíritos, página 111 da edição da FEB), sendo, pois, algo que, se não é uma religião em si, a não ser que se queira isso, respeita todas as religiões, pois elas são a expressão da ânsia humana pelo sublime e pelo transcendente, e são válidas, assim como cada teoria de personalidade, na Psicologia, é válida de acordo com o posicionamento e maturação psicológica e emocional de cada indivíduo. Infelizmente, fizeram do espiritismo o que bem quiseram, do mesmo modo como fizeram o que bem quiseram dos ensinos do Cristo, de Sócrates, e outros....

Um estudo realmente aprofundado e sistematizado do obra de Kardec escalareceria a todos sobre estes pontos, que acredito ser de fundamental importância para a maturação da tolerância entre as diferenças religiosas e uma vacina contra qualquer tipo de dogmatismo que, vez por outra, parece brotar no posicionamento religioso de alguns espíritas e dirigentes espíritas brasileiros que, por força da tradição católica em nossa cultura, têm transformado alguns centros - que deveriam ser casas sérias de estudos psíquico-espirituais- em verdadeiras igrejas - e sem a competência destas, pois algumas pessoas passam a dar palestras sem mínimo de aprofundamento na doutrina ou nas ciências psíquicas, como em psicologia e psiquiatria, além das leituras básicas da codificação kardequiana, tirando conclusões apressadas e/ou equivocadas de alguns fenômenos psicológicos que incidem sobre parte de nossa população, taxando-os de obsessão e outras coisas mais. Ora, nem todos os problemas são causados por pertubações espirituais - isso é acusar os espíritos injustamente -, ou, se existe alguma parcela disto, foi por algum desajuste primeiro do sujeito encarnado, desajuste de cunho íntimo e pessoal que precisa de tratamento mais dirigido ao aspecto psicológico, mundando seus o padrão de pensamentos e os hábios mentais imediatos que é a causa de atração do espírito desencarnado, por sintonia psíquica. Sendo assim Kardec apontou para o fato de que muitos de nossos desajustes se devem à causas pisicossomáticas e espirituais interligadas, pondo-se, portanto, bem à frente do desenvolvimento da psicologia de seu tempo, apontando para as teorias correntes agora, nos meios acadêmicos sobre o papel da medicina psicossomática na dinâmica das doenças e distúrbios mentais.

Kardec tinha plena consciência do fato de que os conhecimentos adquiridos em seus estudos eram apenas o primeiro passo de uma longa jornada, e, como nos fala o grande escritor Léon Denis em sua obra "Depois da Morte", no capítulo XX, "A doutrina de Allan Kardec, nascida - não será demasiado repetí-lo - da observação metódica, da experiência rigorosa, não se torna um sistema definido, imutável, fora e acima das conquistas futuras da ciência. Resultado combinado de conhecimentos dos dois mundos, de duas humanidades de planos paralelos penetrando-se uma na outra, ambas, porém, imperfeitas e a caminho do entendimento de verdades mais profundas, do desconhecido, a Doutrina dos Espíritos transforma-se sem cessar, pelo trabalho e pelo progresso, e (...) acha-se aberta às retificações, aos esclarecimentos do futuro". E é isto que tem de ficar bem claro para o movimento espírita brasileiro, com alguns setores cristalizados e dogmatizados. A verdade é muito ampla para estar contida apenas nas obras do primeiro período da codificação, e as ciências evoluem para uma compreensão mais holística do homem e do universo que deve estar presente também nas nossas casas de estudo espíritas. E se há ainda pessoas que se realizam apenas no aspecto religioso do movimento, muitas outras há, especialmente entre os jovens, que anseiam por ver novos horizontes onde possam se lançar à altos vôos com as duas asas, como nos fala Emmanuel, da razão e a do coração.

Neste sentido é bom relembrar mais algumas palavras do próprio Kardec:
"O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai encontrar-se com AS BASES FUNDAMENTAIS DE TODAS AS RELIGIÕES: DEUS, A ALMA E A VIDA FUTURA. MAS NÃO É UMA RELIGIÃO CONSTITUÍDA, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos reais, nenhum tomou o título de sarcedote ou de sumo sarcedote" (...) "O Espiritismo proclama a liberdade de consciência como direito natural; proclama-a para seus adeptos assim como para todas as pessoas. Respeita todas as convicções sinceras e faz questão de reciprocidade". (Kardec, in "Obras Póstumas" - Ligeira Resposta aos Detratores do Espiritismo, páginas 260 e 261 da 21º edição da FEB, com destaques meus).
Ora, é muito lamentável que algumas instituições que se dizem espíritas tenham em seus meios pessoas com a pseudo-sabedoria de se arvorarem donas de todo o conhecimento e evitem o contato com outros sistemas de pensamento ou com as novas descobertas científicas. Esquecem-se, em nome do dogmatismo e da vaidade, os dois mandamentos essenciais do espiritismo: "Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento; instruí-vos, eis o segundo", e põem um limite quase instransponível entre a mesa, com seus dirigentes, e a assembléia, num arremedo de hierarquia, arremate de um nível de poder político comum às religiões institucionalizadas. Ainda há tempo de retomar a seara da forma como foi planejada por Kardec, basta humildade e solidariedade, nada mais, junto com um sincero desejo de estudar e de instruir-se. Felizmente nas fileiras espíritas brasileiras existem lumiares de alto valor dentro do aspecto científico e filosófico, como Hernani Guimarães Andrade, Henrique Rodrigues, Hermínio C. Miranda, Clovis Nunes, Jorge Andrea, Raul Teixeira, Divaldo P. Franco e, por meio de sua mediunidade maravilhosa, Francisco Cândido Xavier. De forma mais ou menos indireta, também temos a obra fantástica de Pietro Ubaldi que, com a sua A Grande Síntese demonstrou algumas das temáticas só agora mais ou menos popularizadas ou divulgadas como consequencia da evolução da Física Quântica ou da concepção Holística da filosofia da ciência que foram divulgadas em grande parte nas obras de Fritjof Capra. Mas isto é um outro assunto.
Acho que o precioso trabalho de Allan Kardec ainda há de ser reconhecido pelas gerações vindouras. O sucesso que sua obra logrou a ter na segunda metade do século XIX, foi, de certa forma, ofuscada pelas crises e guerras sucessivas por que passou a Europa, que acabou por entrar numa fase de descrença existencial, com a perda de seus idéias mais espirituais, bem exemplificada pelo niilismo e mecanicismo do século XX, bem como pelo surgimento de outras correntes espirituais mais esotéricas, de sabor fortemente ocultista e, por isso mesmo, mais atrantes para algumas pessoas às quais o mecanicismo de nossa época desagrada, como a Teosofia de H. P. Blavatisk, e outras. Mas só o tempo, como agora parece ocorrer, dirá o que de fato é a obra de um dos homens mais universais do século XIX.

Bibliografia Sugerida

Atenção: Alguns dos livros espíritas aqui indicados podem ser retirados (por download) pela internetem
http://www.bauhaus.com.br/secd/ ou em http://www.febrasil.org.br/lesp_br.htm
Enciclopédia Mirador-Britannica, 1992.Kardec, Allan A Codificação da Doutrina Espírita - Coletânea das Obras básicas de Kardec, Instituto de Difusão Espírita, São Paulo, 1997. Kardec, Allan O Livro dos Espíritos, Federação Espírita Brasileira, São Paulo, 1990.Kardec, Allan O Que é o Espiritismo, Federação Espírita Brasileira, São Paulo, 1990.Kardec, Allan O Livro dos Médiuns, Lake, São Paulo, 1988.Kardec, Allan O Céu e o Inferno, Lake, São Paulo, 1988.Kardec, Allan Obras Póstumas, Federação Espírita Brasileira, São Paulo, 1990.Wantuil, Zeus & Thiesen, Francisco Allan Kardec, vol. I, II e III, Fed. Espírita Brasileira, 1984.Sausse, Henri Biografia de Allan Kardec em Allan Kardec, Ed. Opus, São Paulo,1982. João Pessoa, Paraíba, 02/01/1997
Revisto e ampliado em 10 de março de 1998
Copyright (C) 1997 by Carlos Antonio Fragoso Guimarães

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Visita na Rádio Boa Nova

Hoje, dia 05 de outubro, tivemos uma grande surpresa. Logo cedo, a ouvinte Adalci Biscaro, da Cidade de São Simão/ SP adentrou a Rádio Boa Nova com muita alegria e gentileza. Adalci foi recepcionada por todos nós com abraços e sorrisos e logo foi levada ao estúdio em que acontecia o programa Clube Amigos da Boa Nova, comandado pelo querido amigo Manoel Bolonha e seu fiél escudeiro Geraldo Roberto. Durante o programa Adalci contou muitas coisas, como por exemplo a primeira vez que dançou em um baile, aos doze anos de idade e também que é sócia do Clube Amigos da Boa Nova desde julho de 2001.

Depois de sua participação, Adalci ainda ficou por aqui por algumas horas, recebendo o carinho dos colaboradores e comunicadores, como Dr. João Lourenço, DelMar Franco, Leonardo Kurcis, Guiomar Santanna, entre outros...

Antes de ir embora, Adalci se despediu de todos nós e ainda pegou uma "caroninha" com José Damião, produtor e apresentador do Jornal Nova Era!

A Equipe da Rádio Boa Nova agradece a visita desta ouvinte tão querida por todos nós!

Faça como Adalci Biscaro:

seja você também um sócio do Clube Amigos da Boa Nova. Ligue para 0800 12 18 38, ou acesse nosso site www.radioboanova.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Jantar Iluminado Casas André Luiz

Olá, amigos! Aconteceu ontem o Jantar Iluminado das Casas André Luiz, no Novotel Center Norte, em São Paulo. O evento acontece para que as empresas que dedicam parte de seus recursos por meio de parcerias com as Casas André Luiz, sejam certificadas. São as conhecidas "Empresas Iluminadas". Nome justo, afinal de contas, com esta atitude elas espalham muita luz...
Esta edição do jantar foi prá lá de iluminada, porque além da certificação, a Instituição comemorou 60 anos de atividades em janeiro de 2009. E, coincidência ou não, exatamente 60 empresas foram certificadas. Quem esteve presente pôde se emocionar com a apresentação de dança das Casas André Luiz e também com o show musical que ficou por conta da cantora Rosa Maria Colin. Para quem não a conhece, basta lembrar da regravação da música California Dreamin, do Grupo The Mamas And The Papas. Ela também representou a Tia Anastácia no Sitio do Picapau Amarelo, na nova versão.
Os Mestres de cerimônia foram nossos colaboradores Guiomar Santanna, produtora e apresentadora do Jornal Nova Era e também Augusto Pinheiro, apresentador do RBN Notícias.
A equipe da Rádio Boa Nova esteve presente para cobrir este evento tão importante para todos.
Esperamos por você no próximo Jantar Iluminado! Confira algumas fotos:


Aniversariantes de Setembro

Querido ouvinte e leitor deste blog, no final de setembro cortamos um bolinho para três colaboradores da Rádio Boa Nova, que fizeram aniversário durante o mês. Trata-se de Elcio Luiz, Fátima Granzotto e também da Izilda. Nós, companheiros de trabalho, temos o privilégio de tê-los ao nosso lado! Na realidade, os privilegiados são eles, pois tem o prazer de completar mais um ano de vida juntamente com a entrada de mais uma primavera. Neste caso, a expressão "mais uma primavera", pra eles tem mais sentido, não é verdade?!
Fica aqui um beijo grande para os aniversariantes do mês de setembro, de toda a equipe da Rádio Boa Nova e também fica o carinho de todos os ouvintes! Felicidades em seus corações!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Saiba como foi a ExpoMusic

Queridos ouvintes, semana passada aconteceu a Expomusic - Feira Internacional de Música, na Expo Center Norte, na cidade de São Paulo. Trata-se de um grande evento que reúne músicos, profissionais da área, fornecedores e afins... A Rádio Boa Nova esteve presente com seu estande montado especialmente para dividir com essas pessoas a nossa proposta e nosso ideal! Durante o decorrer do evento, nossos colaboradores fizeram links ao vivo, sempre nos informando das novidades que aconteciam por lá.

Alguns programas foram transmitidos diretamente do nosso estúdio montado na ExpoMusic, entre eles o "Chorinho Brasil*", que chamou a atenção dos que passavam, com a apresentação de músicas ao vivo.
A nossa participação foi muito positiva, principalmente pelo fato de divulgarmos o nosso trabalho para públicos diferentes, que muito interessados entravam em nosso estande, tiravam foto e levavam com eles nossos folders de programação.

Fica registrado os nossos agradecimentos para todas as pessoas que trabalharam e fizeram a Rádio Boa Nova brilhar em mais um evento importante!

* O programa Chorinho Brasil vai ao ar todos os sábados, às 15 horas, na Rede Boa Nova de Rádio.

Baile de Formatura

O programa de hoje tocou "Baile de Formatura", pedido musical da ouvinte Jussara. Esta canção tem um conteúdo triste. Mas ainda é mais triste saber que é uma realidade de muitas "mães" que sem o apoio do pai da criança, partem para a luta, para o trabalho, fazendo muitas vezes o papel sentimental de um pai, além do papel sentimental de mãe! Ainda existem muitos "filhos", que infelizmente não são reconhecidos pelos verdadeiros pais... A música é interpretada por Nalva Aguiar e foi escrita por Moacir Camargo. A Seguir, a letra da música e logo abaixo um pouco sobre a carreira de Nalva.

" Se ele perguntar, se me filho hoje me perguntar Onde está papai?
Por que nunca veio nos visitar?
Se ele perguntar, hoje que se forma e se faz doutor Onde está papai?
Eu vou lhe contar desse meu amor.
Seu pai quando soube que eu teria um filho Nosso primeiro
Não quis aceitar e só quis matar
O primeiro herdeiro
Preferi perder meu marido, o homem que eu mais queria
Para ter você, que já carregava
E não conhecia. Se ele perguntar, hoje estou disposta a falar a verdade
Seu pai não morreu, anda por aí na mesma cidade
Se ele perguntar, por que até hoje eu ainda me humilho
Ele vai saber que homem que é homem, não mata um filho.
Eu parti prá luta Fui lavadeira, enfrentei a vida
Mas ganhei a guerra Pois nessa terra, nada me intimida.
Mas valeu à pena Enfrentei sozinha esta vida dura
Prá chegar aqui, assistir agora, essa formatura
Se ele perguntar Pode ser até que nem lhe diga nada.
Começo a chorar Pelo que passei nessa longa estrada
Se me perguntar Por que chora tanto, mamãe me diz
Eu vou lhe explicar Que nunca até hoje, fui tão feliz."
Sobre Nalva Aguiar

Cantora de diversos estilos e também atriz, Nalva de Fátima Aguiar nasceu no Triângulo Mineiro, na cidade de Tupaciguara-MG no dia 09/10/1945, tendo vivido uma infância humilde. Seu pai era alfaiate e também foi proprietário de um hotel.Com apenas três anos de idade, Nalva já sonhava ser cantora e começava a "ensaiar os primeiros passos". Aos sete anos, passou a estudar acordeon. Nalva também chegou a ser professora da técnica desse instrumento musical. Mais tarde, Nalva Aguiar começou a cantar em festas e também na emissora de rádio de sua cidade natal, além de outras emissoras de rádio da região e também na TV Triângulo Mineiro. Na primeira metade da década de 1960 participou de um dos Discos da dupla Nísio e Nestor. No ano de 1966, Nalva trocou sua Tupaciguara natal pela capital paulista, época em que a Jovem Guarda estava no auge e era o que atraía a jovem cantora.

No ano seguinte, ela representou o Estado das Minas Gerais num concurso na que teve lugar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro-RJ, onde fez sucesso ao interpretar em inglês a famosa canção Jambalaya (Hank Willians).Ainda em 1967, Nalva Aguiar participou do filme Adorável Trapalhão ao lado de Renato Aragão. E em 1969 participou do filme 2000 Anos de Confusão também com Renato Aragão, além de seu companheiro Dedé Santana.No início da década de 1970, Nalva Aguiar fazia sucesso com o estilo da Jovem Guarda, sendo que um dos seus grandes "hits" era a versão de Wando para o famoso tema do Cristiano (personagem interpretado por Francisco Cuoco) da novela Selva de Pedra, na Rede Globo, em 1972: Não volto mais (Rock And Roll Lullaby) (Barry Mann - Cyntia Weil - adapt.: Wando).

Em 1976 Nalva estourou nas paradas de sucesso com a gravação de Beijinho doce (Nhô Pai) (apesar de ter sido num "ritmo pop"), gravação feita no ano anterior e que fez parte da trilha sonora do filme "O conto do vigário" de Kléber Afonso e Barros de Alencar. O Compacto Simples com essa gravação (Epic/CBS Nº 66280) vendeu mais de 500 mil cópias e tinha no Lado B a música Amigos como antes (Totó).Em 1977, Nalva participou do filme Entre o Céu e o Inferno, juntamente com a dupla Duduca eDalvan. E em 1979 ela participou também do filme Sinfonia Sertaneja, com Geraldo Meirelles e Marcelo Costa.

Como Compositora, teve a música Coração sofredor (Nhô Pai - Nalva Aguiar) gravada em1983 pela dupla Tonico e Tinoco no LP Viva a viola, lançado em 1982 pela Copacabana (COELP 41873) e que foi remasterizado em CD.Nalva é também autora de Triângulo mineiro (Nalva Aguiar - Itamar dos Santos), Sombra dos laranjais (Tupaciguara) (Nalva Aguiar - Itamar dos Santos), Reportagem (Teixeirinha - Nalva Aguiar), Rosana (Nalva Aguiar - Itamar dos Santos) e Cortina da saudade (Tião do Carro - Nalva Aguiar), apenas para citar algumas. Em 1984, Nalva Aguiar gravou em dueto com Teixeirinha o LP "Guerra dos desafios (Chantecler 2.74.405.157).Consta em algumas biografias que Nalva Aguiar foi a primeira cantora a gravar Músicas de Renato Teixeira, apesar de que, ao que consta, o registro mais antigo de uma música de autoria desse compositor é de 1968, ano em que sua composição Madrasta (Beto Ruschel - Renato Teixeira) foi gravada por Roberto Carlos (LP O Inimitável - CBS 137585) e também pelo próprio Renato Teixeira (no LP IV Festival Da Música Popular Brasileira - Vol. 3 - 1968 - Philips R-765.067-L), além de Taiguara (LP O vencedor de Festivais" - Odeon MOFB 3570).As três gravações em 1968.Nalva, no entanto, realmente foi das intérpretes pioneiras em composições de Renato Teixeira, tendo gravado Interlagos (Renato Teixeira) e Não corto mais os meus cabelos (Renato Teixeira) em 1971 (7ª. e 8ª. faixas do LP Nalva - Beverly - SBLP-19009).Dentre várias outras composições de Renato Teixeira, Nalva também gravou, numa belíssima interpretação, Nó na garganta (Renato Teixeira) (LP "Nalva Aguiar" - Entré/CBS - 104500 - 1981), além de Amora (Renato Teixeira), Amado irmão (Renato Teixeira) e Doradinho (Renato Teixeira) (LP Doradinho - Chantecler - 2.11.405.623 - 1983).Além das composições de Renato Teixeira, Nalva Aguiar também gravou belíssimas páginas do repertório caipira raiz, como por exemplo Tá de mal comigo (Nhô Pai), Dia de Formatura (Moacyr Franco), Cabecinha no ombro (Paulo Borges), "Coração da Pátria" (Barrinha), Coração redomão (Tião do Carro - Moacyr dos Santos), Aurora do mundo (Goiá), Avenida Boiadeira (José Fortuna - Paraíso) e Peito de aço (Tião Carreiro - Lourival dos Santos), apenas para citar algumas.Após um período ausente das gravações, tendo inclusive morado no Exterior, Nalva retornou ao Brasil e, após ter sido apresentada pelo Marcelo Costa (TV Record) à gravadora Velas, ela gravou o CD Nalva Aguiar (012 948-2) em 1999, o qual contou com a participação de Ivan Lins (na faixa 7: Bandeira do Divino (Ivan Lins - Vitor Martins)), Chitãozinho e xororó (na faixa 1: Meu bem querer (Djavan)), e Sérgio Reis (na faixa 4: Vende-se (Dêne)), além do locutor de rodeios Barra Mansa (declamando versos na faixa 10: "Oração do peão de boiadeiro" (Renato Teixeira)).